Nicolás Maduro sucedeu, em 2013, Hugo Chávez após sua morte, como Presidente da Venezuela. Ele foi oficialmente indicado para a reeleição como candidato presidencial do Grande Polo Patriótico (GPP) em 4 de fevereiro de 2018. Devido à percepção de impopularidade do presidente Nicolás Maduro dentro do PSUV, especulava-se que os possíveis candidatos incluiriam o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, o vice-presidente Tareck El Aissami e a presidente da Assembleia Nacional Constituinte Delcy Rodríguez. No entanto, Maduro foi finalmente escolhido para concorrer como candidato presidencial do partido em 2 de fevereiro de 2018. Durante sua campanha, Maduro negou que exista uma crise humanitária na Venezuela e disse que o número de venezuelanos morrendo por problemas de saúde é "exagerado", culpando muitas deficiências nos Estados Unidos. Maduro fez a promessa de campanha de criar uma "nova economia" na Venezuela. O governo bolivariano também aumentou os gastos em políticas populistas durante a campanha para tentar influenciar os eleitores a apoiarem Maduro. Analistas sugeriram que essas políticas agravariam ainda mais os efeitos negativos da crise na Venezuela.
Campanha A campanha para as eleições presidenciais e para os conselhos legislativos começou em 22 de abril e terminou à meia-noite de 17 de maio (VST).
Abril No final de abril, Maduro visitou o estado de Bolívar e declarou que este "é um novo começo para conseguir 10 milhões de votos" e que "o amor vai vencer em 20 de maio sobre as mentiras, a manipulação e a guerra econômica". Em 24 de abril, durante um evento de campanha no estado de Carabobo, Nicolás Maduro declarou que durante a campanha eleitoral o governo convocaria todos os venezuelanos com o Carnet de la Patria para cuidar dos votos, assegurando que quanto mais se aproximassem de 10 milhões de votos, "maior a garantia de paz, de estabilidade" e de "recuperação econômica" haveria. Maduro chamou Henri Falcón de "Faltrump" devido à sua proposta de dolarização e rotulou Javier Bertucci de "Sopinha Bertucci", referindo-se às suas atividades de caridade de entregar sopa a venezuelanos pobres.
Maio Em 1o de maio, no estado de Cojedes, Maduro ameaçou agir contra supermercados e centros de alimentação em todo o país caso aumentassem os preços dos produtos nos dias seguintes, declarando que após a eleição de 20 de maio "vou ser presidente de qualquer jeito... pelo bem ou pelo mal". Em 2 de maio, Maduro advertiu em um comício no estado de Vargas que se um "governo capitalista" que entregasse os recursos do país fosse instalado, ele mesmo pegaria em armas para defender a revolução, afirmando "eu pegaria um fuzil para iniciar a revolução armada. Este povo nunca aceitará um governo entreguista e capitalista, por isso temos que nos preparar para defender em paz a soberania e a democracia da Venezuela". Em 11 de maio, o presidente Maduro disse, durante um comício no estado de Trujillo, "Imperialismo norte-americano, vai se f*** com suas ordens porque aqui na Venezuela quem manda é o povo soberano". Ele também descreveu o então presidente da Colômbia Juan Manuel Santos como um "capacho" de Washington. Antes de um comício em Charallave em 15 de maio de 2018, o grupo de Maduro distribuiu mangas gratuitos para apoiadores famintos que chegaram ao evento. Em 16 de maio, o presidente Maduro disse prever uma "grande vitória" e acusou os EUA e a França de tentar "pressionar o país" para derrubar seu governo, afirmando que "o Ku Klux Klan de Washington está nos perseguindo". Maduro também culpou as dificuldades econômicas da Venezuela pelas "forças econômicas dos Estados Unidos" e pela "oligarquia que não se conformou quando perdeu o poder político". Em 17 de maio ocorreu o comício de encerramento da campanha de Nicolás Maduro na Avenida Bolívar em Caracas. Durante seu discurso, Maduro afirmou que a avenida estava "lotada", mas Winston Vallenilla pediu aos presentes que se aproximassem para preencher os espaços vazios, e publicações nas redes sociais do deputado Luis Florido e de outras pessoas refutaram a afirmação. O ex-jogador argentino Diego Maradona participou e dançou no comício. No mesmo dia, Bertucci condenou as sanções internacionais contra a Venezuela, dizendo: "Como podem pedir sanções contra o país. Ah, é fácil. Estão no exterior, comendo bem, dormindo bem, vivendo em casas luxuosas. Pedindo para o governo dos Estados Unidos apertar as sanções e o laço no povo venezuelano. Acho isso irresponsável. Não é o que precisamos".[carece de fontes]? Um venezuelano em Roma publicou um vídeo explicando que encontrou uma grande pintura em uma parede promovendo o voto em Maduro e reclamando que o dinheiro do país é desperdiçado colocando tais mensagens no exterior. Em 18 de maio, Maduro declarou: "A Venezuela se tornou o foco e as eleições uma eleição mundial... aceitarei os resultados, sejam quais forem".[carece de fontes]? Ele disse que seu oponente Henri Falcón era o candidato do Fundo Monetário Internacional. Maduro afirmou não se importar com a posição dos países que declararam que vão desconsiderar as eleições presidenciais, dizendo: "Que se dane que a Europa não me reconheça, que Washington não me reconheça. Eu me importo com o que o povo venezuelano diz".
Plano da Pátria 2019-2025 O manifesto chamado "Plano da Pátria 2019-2025" (em castelhano: Plan de la Patria 2019-2025) foi lançado pelo presidente Nicolás Maduro em 23 de abril de 2018. Também foi aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte (ANC), meses após sua reeleição. Segundo o canal estatal TeleSUR, o plano inclui:
Melhorar os setores de educação e saúde pública. Construir cinco milhões de novas casas em todo o país. Revolucionar a economia venezuelana. Alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Resultado da eleição Após o fechamento das urnas às 18h00 VET, uma fonte do CNE informou que a participação foi de apenas 32,3%, a menor participação na história democrática moderna da Venezuela desde o golpe de 1958. Dados posteriores do CNE mostrariam que a participação foi de 46,1%, um recorde de baixa. Os candidatos presidenciais Henri Falcón e Javier Bertucci rejeitaram os resultados, afirmando que houve muitas irregularidades.
Representação dos partidos
Consequências
Tibisay Lucena declarou que o CNE proibiu o pagamento aos eleitores oferecido por Maduro. Em 22 de maio, quando o CNE proclamou Maduro como presidente, ele anunciou a criação de uma comissão presidencial de assessoramento econômico. No mesmo dia, Maduro declarou como persona non grata os diplomatas norte-americanos Todd D. Robinson e Brian Naranjo, que tiveram de deixar o país em 48 horas.[carece de fontes]? Em 24 de maio, Maduro prestou juramento perante a Assembleia Constituinte, em uma cerimônia que deveria ter ocorrido em janeiro de 2018 com a Assembleia Nacional controlada pela oposição, conforme o artigo 231 da Constituição venezuelana. A Assembleia Nacional rejeitou os resultados das eleições, chamando-os de "farsa eleitoral" e declarou que Maduro deve ser considerado "um usurpador". O novo mandato de seis anos de Maduro só começou em 10 de janeiro de 2019, quando ele prestou juramento oficial em uma cerimônia pública em Caracas, em frente ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. A cerimônia contou com a presença de espectadores como o presidente da Nicarágua Daniel Ortega e o presidente da Bolívia Evo Morales. As eleições foram amplamente contestadas tanto dentro da Venezuela quanto na comunidade internacional. Em janeiro de 2019, a Assembleia Nacional declarou os resultados inválidos e invocou cláusulas da Constituição de 1999 para empossar o presidente da Assembleia, Juan Guaidó, como presidente interino, precipitando a Crise presidencial na Venezuela de 2019. Os apoiadores de Maduro se recusaram a reconhecer a medida, e Guaidó foi preso por um curto período (os detalhes são contestados). Diversas organizações internacionais e países independentes alinharam-se para apoiar um dos lados do conflito, e o antigo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, exilado no Panamá desde 2017, apoiou a legitimidade das decisões da Assembleia Nacional.
Reconhecimento da reeleição de Maduro
Referências