Embates com Trump e encontro com Zelenski: veja como foi participação de Lula no G-7

Presidente esteve em Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, para participar como convidado da cúpula do Grupo dos Sete. Crédito: Carol Marins,enviada especial a Évian-les-Bains

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a Rússia sinalizou aos enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disposição para negociar sobre a guerra. Em entrevista ao site americano Axios, o líder ucraniano citou uma possível redução das hostilidades antes ou durante o inverno no Hemisfério Norte.

PUBLICIDADE

Segundo Zelenski, o presidente russo, Vladimir Putin, “precisa de Trump” e não quer “irritá-lo”, sobretudo antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o início de novembro.

Por isso, o Kremlin teria se mostrado “disposto a dialogar”. O presidente ucraniano atribuiu a informação aos emissários americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que visitaram Moscou e Kiev no fim de semana para se reunir com os dois mandatários.

Publicidade

Segundo o presidente ucraniano, propostas dos EUA envolvem setores como energia e grãos, cuja infraestrutura é alvo de ataques dos dois países Foto: Handout/HANDOUT
De acordo com o Axios, as propostas apresentadas por Washington para iniciar um processo de paz incluem uma possível “desescalada” antes ou durante o inverno.
“Há ideias relacionadas à energia, aos cereais, à eletricidade, assim como ao petróleo e ao gás”, afirmou Zelenski.
A infraestrutura desses setores é alvo de ataques diários dos dois países. A cada inverno, a Rússia intensifica os bombardeios contra o sistema energético ucraniano, deixando a população sem aquecimento e eletricidade. Moscou também ataca o tráfego no Mar Negro, por onde passa a maior parte das exportações de grãos da Ucrânia.
Publicidade
Desde o início do ano, Kiev ampliou os ataques contra refinarias e terminais de petróleo e gás russos. As ações provocaram escassez de combustível e dificultaram as exportações de hidrocarbonetos da Rússia.
Na segunda-feira, 7, Witkoff afirmou que a viagem permitiu avanços “significativos” para organizar negociações trilaterais destinadas a encerrar o conflito, desencadeado pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022./com AFP
Vale ler também
Oliver Stuenkel
Extrema direita na Alemanha: isolar, proibir ou deixar governar?
Lourival Sant'Anna
Plano de Trump para a Venezuela ameaça repetir modelo de intervenção na América Latina
Rodrigo da Silva
Como Trump transformou a Venezuela num protetorado americano? Entenda no vídeo


