Futebol arte | Tony Ramos fala da paixão pelo São Paulo e conta qual time marcou sua memória

Ator é o primeiro convidado da série que vai mostrar a relação entre artistas e seus clubes de coração. Crédito: Leonardo Catto (reportagem), João Abel (edição) e Vitor Zanon (imagens)

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Há 20 anos, o duelo entre Boca Juniors e São Paulo poderia se tratar de uma final de Libertadores. O campeão da América de 2005 visita o vencedor de 2007 na noite desta terça-feira, em La Bombonera. Agora, porém, ambos vivem o “lado B” da América do Sul e brigam pela semifinal da Copa Sul-Americana.

O jejum internacional argentino é maior. Desde 2008 que o Boca Juniors não é campeão continental, após vencer a Recopa. Já o São Paulo não ganha um título da América do Sul desde 2012, com a Sul-Americana.

Leia também

- Ex-São Paulo faz golaço de trivela em partida da MLS; assista

Nos últimos 14 anos, os são-paulinos disputaram apenas sete edições da Libertadores. A melhor campanha foi em 2016, com a eliminação na semifinal para o Atlético Nacional. A equipe chegou a ter uma queda na fase prévia para o Talleres em 2019.

Publicidade

São Paulo inicia disputa pela semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. Foto: Taba Benedicto/Estadão

PUBLICIDADE

O time de Dorival Júnior chega ao duelo com alívio por duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro. É possível também valorizar o histórico na Sul-Americana deste ano. O time está invicto, com quatro vitórias e quatro empates. Nas oitavas de final, os tricolores passaram pelo Bolívar, com 4 a 2 no agregado.

“Estamos estudando o adversário, tentando montar o melhor time possível. É uma partida fundamental, um clássico sul-americano, são duas equipes com muita história”, reconheceu Dorival após a vitória sobre o Atlético-MG no fim de semana.

Apesar da intimidação de La Bombonera, o São Paulo quer começar a construir a classificação já na Argentina. “Temos de concentrar todos os nossos esforços nessa partida para fazer um grande jogo. Precisamos dar o nosso melhor para conseguir o melhor resultado possível fora de casa”, concluiu o treinador.

Publicidade
Calleri tem passagem pelas duas equipes na carreira. Foto: Taba Benedicto/Estadão
As coincidências entre as equipes vão além de elas terem ocupado o topo da América do Sul. Uma delas é Jonathan Calleri. O clube pelo qual o argentino mais jogou é o São Paulo (264 partidas). O segundo é o Boca Juniors (61).
“Os dois times têm camisas muito pesadas, torcidas fanáticas, têm muitas semelhanças. Um time que há muito tempo não ganha a Libertadores, o outro também. Claro que estamos jogando a Sul-Americana, mas os dois estariam se enfrentando numa quartas de final de Libertadores. Eles trocaram de treinador recentemente, a gente também”, disse o atacante à ESPN.
Boca tenta ser o maior campeão da Sul-Americana
Desde a última taça continental do Boca Juniors, há 18 anos, a equipe disputou 14 edições da Libertadores. Os três vice-campeonatos de 2012, 2018 e 2023 foram as melhores campanhas, mas menos frequentes que eliminações nas oitavas (2009, 2015, 2021 e 2022). Em 2025, a queda foi ainda na fase prévia.
Publicidade
A equipe só disputa a Sul-Americana neste ano porque caiu na fase de grupos da Libertadores como terceira colocada, em grupo com Cruzeiro, Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil. No playoff, o time argentino penou e eliminou o chileno O’Higgins nos pênaltis. Mais confortável foi a vitória sobre o paraguaio Recoleta nas oitavas, com 7 a 1 no placar agregado.
Para o duelo contra o São Paulo (e provavelmente até o fim da temporada), o técnico Rodolfo Arruabarrena não terá Tomás Aranda. O meia de 19 anos, que sofreu uma fratura na tíbia, vinha sendo importante em uma retomada na temporada xeneize. O time caiu nas oitavas de final do Apertura e é apenas o sétimo colocado no seu grupo do Clausura.
Leandro Paredes deve voltar ao time do Boca Juniors contra o São Paulo. Foto: Boca Juniors via X
A esperança é o possível retorno de Leandro Paredes. O volante campeão do mundo em 2022 deixou o jogo contra o Vélez pela Copa Argentina, na semana passada, com dores. “Foi para o banco por necessidade, mas está se recuperando bem”, garantiu o Arruabarrena sobre o jogador de 32 anos.
Publicidade
“É preciso ter os cuidados necessários porque ele vem de uma atividade prolongada”, completou. Paredes soma 30 jogos com o time neste ano, além de sete com a seleção na Copa do Mundo.
O volante ajuda a armar o meio de campo ao lado de Tomás Belmonte. À frente deles, o argentino Alan Velasco, o uruguaio Miguel Merentiél e o colombiano Sebastián Villa formam o ataque do time argentino.
Os titulares foram poupados no empate com o Gimnasia Mendoza no último fim de semana. É um sinal de que o Boca Juniors joga suas fichas na Sul-Americana, em busca de uma taça continental.
Publicidade
O time argentino já venceu a competição duas vezes (2004 e 2005). A melhor campanha desde então foi em 2014, eliminado pelo River Plate na semifinal. Se chegar à decisão, em Barranquilla, em 21 de novembro, o Boca Juniors terá a chance de se tornar o maior campeão da Sul-Americana, o que pode ser o começo de uma reconstrução.
Vale ler também
Corrida para todos
Pela primeira vez as mulheres são maioria no festival de corrida Bota Pra Correr
Mauro Beting
A lógica impera no Brasileirão: Flamengo líder ante um Palmeiras muito pior
Paulo Caravina
Ataque promissor x oportunidade de gol: o que explica Marçal não ter sido expulso contra o Palmeiras


