Vista aérea mostra assentamento judeu de Neve Daniel, na Cisjordânia, em março de 2024. — Foto: Dedi Hayun/ Reuters

O Reino Unido, a França e mais dez países anunciram nesta terça-feira (8) um pacote conjunto de sanções ao governo israelense em retaliação aos assentamentos judaicos na Cisjordânia. O governo britânico acusou ainda Israel de promover "limpeza étnica" com a expansão de construções no território palestino.

O pacote inclui sanções específicas para os assentamentos. Como primeira medida, o chanceler britâncio, Ed Miliband, anunciou que sancionará produtos provenientes de assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia e "extremistas" defensores dos assentamos.

➡️ Os assentamentos são cerca de 150 conjuntos residencias que Israel vem construindo há décadas na Cisjordânia, um dos dois territórios palestinos — junto da Faixa de Gaza — que constam no mapa raçado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de um Estado Árabe. Atualmente, no entanto, a região é militarmente controlada por Israel.

As sanções serão adotadas pelos seguintes países:

- Canadá;

- Dinamarca;

- Finlândia;

- França;

- Islândia;

- Irlanda;

- Noruega;

- Polônia;

- Portugal;

- Espanha;

- Suécia;

- Reino Unido.

Em um comunicado conjunto, os 12 países acusam Israel de "minar as possibilidades da solução de dois Estados" e ao expandir a construção de novos assentamentos. A nota também fala de uma escalada rápida na violência na região.

“Hoje, o Canadá, a Dinamarca, a Finlândia, a França, a Islândia, a Irlanda, a Noruega, a Polônia, Portugal, a Espanha, a Suécia e o Reino Unido confirmam sua intenção de introduzir restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de mercadorias provenientes de assentamentos que são ilegais à luz do direito internacional, ou de que estão considerando ativamente essas e outras medidas, em conformidade com seus procedimentos nacionais", diz o comunicado.

“Juntos, estamos determinados: a solução de dois Estados deve ser protegida, e agiremos em busca de uma paz justa e duradoura, com base nos princípios consagrados na Declaração de Nova York, adotada há um ano. Opomo-nos firmemente a ações que equivalem à anexação de terras palestinas e ao deslocamento forçado da população palestina.

A proibição de importação e as sanções associadas — apresentadas pela Reino Unido como um sinal de renovado apoio à solução de dois Estados — surgem na sequência de críticas ao projeto de um assentamento E1, de Israel, na Cisjordânia.

Esta reportagem está em atualização.