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A Argentina investigará possíveis vínculos entre 45 entidades e projetos de exploração de hidrocarbonetos nos arredores das Ilhas Malvinas — arquipélago no Atlântico Sul cuja soberania é disputada por Londres e Buenos Aires —, segundo um comunicado da presidência.

O anúncio ocorre depois que o presidente Javier Milei destacou, em um discurso na quinta-feira passada, 3, que sopram “ventos de mudança favoráveis” para a histórica reivindicação argentina sobre as Malvinas e anunciou sanções mais severas para qualquer projeto de petróleo na região do arquipélago.

Presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Esteban Felix/AP

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O comunicado presidencial, divulgado na noite de sexta-feira, 4, não identificou as entidades sancionadas, mas, segundo a imprensa argentina, entre elas estão empresas britânicas, canadenses, dinamarquesas, americanas, holandesas e israelenses.

“Será iniciado um processo de sanção não apenas contra empresas que estariam realizando ilegalmente atividades de exploração de hidrocarbonetos em nossa plataforma continental, mas também contra seus acionistas e empresas que lhes prestam serviços”, indicou o texto.

Na tarde de sábado, 5, as empresas de serviços petrolíferos Schlumberger, Halliburton e Baker Hughes emitiram comunicados informando que não participam nem preveem participar de projetos de hidrocarbonetos próximos às ilhas.

Mais tarde, Milei compartilhou na rede social X uma notícia sobre esses comunicados, acompanhada pela sigla “TMAP” (tudo marcha de acordo com o plano).
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Localizadas a 600 km da Argentina e administradas pelo Reino Unido, as Ilhas Malvinas foram palco de uma guerra em 1982. O conflito terminou com a rendição do então governo ditatorial argentino após 74 dias de combates, nos quais morreram 649 argentinos e 255 britânicos.
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O endurecimento da postura de Milei em relação às Malvinas — um tema central da identidade argentina — ocorreu poucos dias depois de uma aparente mudança de posição de seu aliado, Donald Trump, sobre o assunto. “Eu sempre revejo todas as posições. Esta é uma entre muitas”, declarou o presidente americano na segunda-feira, 7, sem dar mais detalhes, referindo-se à posição de neutralidade dos Estados Unidos em relação às Ilhas Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.
Em resposta ao discurso de Milei, Londres reafirmou na sexta-feira que as ilhas “são britânicas e continuarão sendo, porque essa é a vontade esmagadora de seus habitantes” e que seu compromisso é “inabalável”. /AFP
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