A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) é uma entidade sem fins lucrativos, com status de Secretaria Estadual de Goiás, brasileira fundada em 30 de outubro de 1947 com sede em Goiânia, Goiás e com parceria com o governo da referida unidade federativa desde 1966. Voltada para assistência social, desenvolve projetos com parcerias público-privadas, em especial projetos como o Programa Universitário do Bem (ProBem) que serve como uma equivalência estadual do Programa Universidade para Todos (ProUni), em que pessoas com o Cadastro Único para Programas Sociais podem ser candidatas às bolsas; as unidades do Restaurante do Bem, o Banco de Alimentos, que busca combater a insegurança alimentar, em parceria entre a OVG e as Centrais Estaduais de Abastecimento e outros. Inicialmente fundada pela esposa e primeira-dama de Coimbra Bueno, Ambrosina Coimbra Bueno, e controlada pela Arquidiocese de Goiânia, passou a ser presidida de forma honorária pela primeira-dama do Estado de Goiás em 1966, sendo Marilda Fontoura de Siqueira, esposa do então governador de Goiás, Otávio Lage de Siqueira, a primeira a ocupar as funções cumulativamente. A organização foi premiada internacionalmente em 2024, pela Fab City Fundation Awards (en:The FAB Awards) graças ao projeto NutreBem, interligado ao Banco de Alimentos da OVG. A categorização do prêmio foi "Projeto Melhor Ecossistema."

História

Precedentes: Gercina Teixeira Borges e a LBA-GO

Com precedentes em Gercina Teixeira Borges, primeira-dama e esposa do governador de Goiás por vários mandatos, Pedro Ludovico Teixeira. Gercina foi a primeira presidente Conselho Estadual de Assistência Social de Goiás da Legião Brasileira de Assistência, que à época era presidido pela então Primeira-dama do Brasil, Darcy Vargas, fundada pela mesma em 1942. Contextualizado no período do Estado Novo e da recente inauguração de Goiânia, Dona Gercina, como era conhecida, foi responsável pela criação de serviços funerários gratuito no município, no primeiro cemitério de Goiânia, o Cemitério de Santana (onde tanto Gercina, quanto Pedro Ludovico estão sepultados). Chegou a ser titulada de "Mãe dos pobres." Na segunda gestão de seu marido, que foi reeleito em 1950, ela permaneceu no auxílio de políticas de serviço social, já auxiliando a Organização das Voluntárias de Goiás, ao qual ela ajudou a pré-moldar.

Fundação, Ambrosina Coimbra Bueno e a Arquidiocese de Goiânia Com a posse de Jerônimo Coimbra Bueno, em 31 de janeiro de 1947, sua esposa, Ambrosina Coimbra Bueno iniciou atividades de assistencialismo sociais e organizou em conjunto com Dom Abel Ribeiro Camelo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiás (pois a criação da Arquidiocese de Goiânia estava em estudo e só serei efetivada em 1956), a criação da Organização das Voluntárias de Goiás em 30 de outubro daquele ano. O grupo era interligado com a Igreja Católica, portanto, sua administração direta passou a ser vinculada à Diocese e futuramente, à Arquidiocese de Goiânia. Enquanto esteve a frente da Organização, Dona Ambrosina realizou eventos de caridade e as reuniões do Voluntariado eram realizadas semanalmente na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora.

Presidência de Marilda Fontoura de Siqueira

Em 31 de janeiro de 1966, a Arquidiocese decide transferir a jurisdição da OVG para a primeira-dama do Estado de Goiás, Marilda Fontoura de Siqueira. A mesma começou promovendo eventos para arrecadação de fundos, reuniu "fábricas" com o voluntariado para costura de roupas nas distribuições para pessoas em vulnerabilidade social. Ainda na posição de presidente da Organização das Voluntárias de Goiás, Marilda Fontoura foi responsável pela fundação a Casa do Interior de Goiás (Cigo) e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em Goiânia, através do Conselho de Obras do Estado. A OVG começou a se reestruturar como organização que atua ao lado do governo do Estado a partir da presidência de Marilda. A seguir, algumas das primeiras-damas que sucederam-na obtiveram notoriedade política por meio da atuação na OVG, como exemplo houve Lúcia Vânia, que foi deputada federal e senadora por Goiás, além de secretária de Estado da Presidência da República; Maria Valadão, foi deputada federal por Goiás e vice-prefeita de Goiânia; Iris de Araújo que foi deputada federal, senadora e candidata à vice-presidência em 1994; Raquel Rodrigues, ex-prefeita de Santa Helena de Goiás e deputada estadual.

Presidência de Valéria Perillo e Programa Universitário do Bem Em 1.o de janeiro de 1999, inicia-se o primeiro mandato de Marconi Perillo como governador do estado de Goiás. A partir desse ano, sua esposa, Valéria Perillo, assume a presidência de honra da OVG e durante os primeiros dois mandatos da gestão do marido, desenvolve a expansão de programas sociais na Organização das Voluntárias de Goiás. Dentre eles, estavam o Restaurante Cidadão (atualmente denominado Restaurante do Bem) no qual busca-se o modelo de restaurante popular, com preços mais baratos e fornecimento de alimentos das Centrais Estaduais de Abastecimento de Goiás (CEASA-GO). Além dos restaurantes, a presidência de Valéria foi responsável por criar o programa Meninas da Luz, em 1999, que já atendeu milhares de jovens gestantes, com até 21 anos de idade, em situação de vulnerabilidade social e propiciou atendimento gratuito às mesmas, no que condiz à gestação. Também foi nessa gestão, que criou-se o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), no ano de 2002. Tal subdivisão é responsável pela reabilitação sanitária dos pacientes atendidos, em qualquer âmbito que os mesmos necessitam. Além desses, a gestão Perillo foi responsável pelo desenvolvimento do Programa Universitário do Bem (ProBem), que criou um sistema de bolsas em universidades para indivíduos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais, que mantém-se ativo e atendendo milhares de estudantes em todo o estado de Goiás.

Lista de presidentes da Organização das Voluntárias de Goiás

Referências