Candidatos a presidência foram às ruas em busca de votos

7 set 2026 - 22h03

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- Por: Redação Terra

- Alexandre de Moraes, ministro do STF, foi o principal alvo na Avenida Paulista, no ato convocado por Flávio Bolsonaro

Foto: Marcela Coelho/Terra
- Ato na Avenida Paulista levou uma multidão às ruas no feriado
Foto: Marcela Coelho/Terra
- Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ao lado de Flávio Bolsonaro
Foto: @silasmalafaia via Youtube/Reprodução / Estadão
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Ato na Avenida Paulista aconteceu sob os motes de "Fora Lula, Fora Moraes"
Foto: Marcela Coelho/Terra
- Flávio Bolsonaro ao lado do vice, Alfredo Gaspar, durante ato na Avenida Paulista
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão
- Ato na Avenida Paulista também pediu anistia aos condenados do 8 de janeiro
Foto: Marcela Coelho/Terra
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O início da manifestação na Paulista estava marcado para às 15h, mas por volta das 13h, mesmo com o frio e a garoa na capital, apoiadores já lotavam a avenida, vestindo roupas verde e amarelo
Foto: Marcela Coelho/Terra
- "Fora, Moraes", "STF, amigo dos amigos. Inimigos de uma nação" e "O povo veio para a rua por causa dos abusos do Supremo" são algumas das faixas seguradas na multidão
Foto: Marcela Coelho/Terra
- Ato na Avenida Paulista no feriado da Independência
Foto: Marcela Coelho/Terra
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A campanha de Romeu Zema (Novo) estendeu uma faixa em protesto aos ministros do STF no Edifício Anchieta, no cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, onde está marcado o início de uma caminhada do candidato. O presidenciável seguirá até o Masp.
Foto: Thiago Max / Divulgação / Estadão
- A campanha de Romeu Zema (Novo) estendeu uma faixa em protesto aos ministros do STF no Edifício Anchieta, no cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, onde está marcado o início de uma caminhada do candidato. O presidenciável seguirá até o Masp.
Foto: Juliano Galisi/Estadão / Estadão
- Ato de Renan Santos (Missão) no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo
Foto: Luiz Rebelato/Divulgação / Estadão
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Augusto Cury em ato de 7 de Setembro em Copacabana.
Foto: Reprodução/Instagram@augustocu / Estadão
- Augusto Cury em ato de 7 de Setembro em Copacabana.
Foto: Augusto Cury em ato de 7 de Setembro em Copacabana.
- Presidente Lula participa do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, primeira-dama Rosângela Janja da Silva, vice-presidente Geraldo Alckmin e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Lula, Fachin e Alcolumbre
Foto: Reprodução/X@LulaOficial / Estadão
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Lula durante o desfile de 7 de Setembro
Foto: Lula durante o desfile de 7 de Setembro
- Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios
Foto: Ricardo Stuckert
- Desfile de 7 de Setembro em Brasília
Foto: Ricardo Stuckert
Faltando menos de um mês para o primeiro turno das Eleições 2026, as celebrações do 7 de Setembro serviram como palco aberto para o embate político. Divididos entre os atos oficiais em Brasília e as manifestações de rua em São Paulo e Rio de Janeiro, o Dia da Independência refletiu o clima de tensão institucional alimentado pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos
Lula em Brasília
Na Esplanada dos Ministérios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou o desfile oficial com o slogan "Soberania: a força que une o Brasil". Ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, do Senado, Davi Alcolumbre, e do STF, Edson Fachin, o governo optou por um tom estritamente sóbrio e sem discursos comícios, visando afastar acusações de uso da máquina pública durante o período eleitoral.
Contudo, o recado político de Lula veio logo após o evento pelas redes sociais. Em publicação no X, o presidente mandou uma indireta à oposição.
"Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas, mas militam por interesses estrangeiros. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém. O Brasil é dos brasileiros".
Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, figuras centrais da recente crise provocada por trocas de acusações no caso Master, não compareceram. No público, gritos em prol do "fim da jornada 6x1" pressionavam o senador Davi Alcolumbre, que preferiu não pautar o tema antes do pleito.
Flávio Bolsonaro em São Paulo
Na Avenida Paulista, o tom foi abertamente eleitoral e de confronto ao Judiciário. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, discursou num trio elétrico ao lado do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito Ricardo Nunes e de aliados como Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer e Sérgio Moro.
Flávio mirou seus ataques especificamente contra o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de "laranja podre" do STF. Lula também foi atacado constantemente com gritos de que o “PT chegaria ao fim”.
“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disse.
O ato reuniu cerca de 28,5 mil pessoas, uma adesão equivalente a dois terços do público registrado no 7 de Setembro de 2025 (42,2 mil), segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap.
Demais candidatos
O dia de mobilizações também serviu de vitrine para os nomes que tentam construir uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro:
Romeu Zema (Novo): Realizou um ato esvaziado na Paulista durante a manhã. O ex-governador de Minas criticou abertamente os ministros Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes, afirmando que em um país civilizado ministros envolvidos com figuras investigadas estariam "expulsos e encarcerados".
Renan Santos (Missão): No Obelisco do Ibirapuera, o candidato leu um manifesto exigindo a prisão de Moraes, Toffoli, do diretor da PF, Andrei Rodrigues, e do PGR, Paulo Gonet. Renan ainda ironizou seu adversário Augusto Cury, classificando-o como "alienado num torpor eterno".
Augusto Cury (Avante): Sob chuva em Copacabana, o escritor e candidato à Presidência focou seu discurso na crítica à "guerra de egos". Surpresa nas últimas pesquisas ao figurar em terceiro lugar e desbancar nomes tradicionais como Ronaldo Caiado (PSD), Cury atraiu candidatos locais em busca de palanque.
Ronaldo Caiado (PSD): Em Goiânia, participou do desfile cívico regional e focou suas falas no combate às facções criminosas e na segurança pública.
Fonte: Portal Terra
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