O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Matheus Alberto Comar, de 34 anos, a 26 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por empurrar da escada e matar a companheira, Cristiane Santos.O réu foi julgado pelo Tribunal do Júri na quinta-feira (22/10). Os jurados reconheceram que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e com emprego de meio cruel.O crime aconteceu em 18 de setembro, em um prédio no bairro Residencial do Bosque, em São Sebastião (DF). Na ocasião, Cristiane foi socorrida em estado grave e encaminhada ao hospital, onde morreu dois dias depois.Durante o julgamento, a defesa sustentou que Matheus não teve a intenção de matar a companheira e pediu a desclassificação da acusação. O Conselho de Sentença, contudo, rejeitou a tese defensiva e acolheu integralmente a acusação admitida na decisão de pronúncia.Na definição da pena, a magistrada fixou a pena-base em 20 anos de reclusão. A confissão espontânea foi compensada pela reincidência do réu. Em seguida, a pena foi aumentada em um terço pelo reconhecimento do meio cruel, chegando ao total de 26 anos e 8 meses de prisão.A sentença também determinou o início imediato do cumprimento da pena, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as condenações proferidas pelo Tribunal do Júri. A decisão é passível de recurso.Relembre o crimeSegundo os autos, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica no endereço. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Cristiane desacordada, caída perto do portão de uma residência, com ferimentos e sangramentos na boca, no nariz e no ouvido.Matheus confessou o crime aos policiais militares. Ele relatou que discutia com a companheira quando a agrediu e, ao chegar perto da escada existente no lote, a empurrou. Leia também Distrito FederalHomem que matou companheira após empurrá-la de escada vai a júri no DF Um vizinho contou que Matheus estava sob efeito de crack e começou a gritar com Cristiane. Com medo, a vítima teria saído do apartamento e passado em frente à porta da residência, em direção à escada.Em seguida, o homem correu atrás dela. O vizinho relatou ter ouvido um barulho e um grito de Cristiane. Ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou a mulher caída no chão.Ainda de acordo com a testemunha, Matheus ficou desorientado e passou a subir e descer a escada diversas vezes. Em um desses momentos, voltou com um balde cheio de água e jogou o conteúdo na escada.Questionado pelo vizinho, Matheus disse que queria limpar o sangue do local. À Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a testemunha afirmou suspeitar que o acusado pretendia simular que Cristiane havia escorregado e caído.A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), mas morreu após dois dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o laudo cadavérico, a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico provocado por ação contundente.







