Usar ferramentas não autorizadas no trabalho pode expor dados sensíveis; especialista explica como identificar a prática

Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco
Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco · Imagem: Source: www.terra.com.br

8 set 2026 - 04h58

Shadow AI é prática em que funcionário usa ferramenta de IA sem autorização da empresa para desempenhar tarefas
Shadow AI é prática em que funcionário usa ferramenta de IA sem autorização da empresa para desempenhar tarefas · Imagem: Shadow AI é prática em que funcionário usa ferramenta de IA sem autorização da empresa para desempenhar tarefas Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

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Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco
Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Marcela Ferreira

Para usar a IA no trabalho, é preciso que a ferramenta seja reconhecida e que haja treinamento
Para usar a IA no trabalho, é preciso que a ferramenta seja reconhecida e que haja treinamento · Imagem: Para usar a IA no trabalho, é preciso que a ferramenta seja reconhecida e que haja treinamento Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Shadow AI é prática em que funcionário usa ferramenta de IA sem autorização da empresa para desempenhar tarefas

Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco
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Risco de expor dados sensíveis para ferramentas de IA é preocupação de empresas
Risco de expor dados sensíveis para ferramentas de IA é preocupação de empresas · Imagem: Risco de expor dados sensíveis para ferramentas de IA é preocupação de empresas Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

As ferramentas de inteligência artificial (IA) estão cada vez mais presentes no ambiente de trabalho, muitas vezes com o objetivo de aumentar a produtividade. No entanto, um problema também surgiu com a adoção dessa tecnologia. Chamado de “Shadow AI” (ou IA sombra, em tradução livre do termo), a prática consiste em funcionários que usam as ferramentas de IA sem o conhecimento da empresa, e sem o controle adequado sobre a forma como ela é utilizada.

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O problema pode aparecer quando um funcionário recorre a uma ferramenta de IA, que não foi previamente autorizada pela empresa, para analisar um contrato, resumir uma reunião, trabalhar em planilhas ou até para revisar um código-fonte, por exemplo.

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Jardel Torres, sócio da OSTEC, empresa de cibersegurança, explica que o fenômeno do Shadow AI ganhou força porque as ferramentas começaram a ser utilizadas mais rápido do que a criação de políticas de segurança digital dentro da empresa. “A adoção avançou mais rápido do que a governança”, comenta.

Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco
Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco · Imagem: Source: www.terra.com.br

O especialista diz que, muitas vezes, o funcionário não tem a itenção de colocar a empresa em risco, e faz a prática apenas para melhorar a produtividade. No entanto, o problema aparece quando dados sensíveis são compartilhados com as ferramentas de IA, especialmente as generativas, como ChatGPT, Gemini, Claude, entre outras.

Imagem da matéria: Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco
Imagem da matéria: Shadow AI: o que é e como o uso da IA sem controle pode colocar empresas em risco · Imagem: Source: www.terra.com.br

“Na maioria das vezes, o funcionário está apenas tentando fazer o trabalho mais rápido, mas o problema é que ele pode colocar um contrato, uma planilha ou informação de um cliente numa ferramenta que a empresa nunca avaliou”, diz.

Empreendedores e executivos precisam compreender melhor os impactos financeiros, jurídicos, reputacionais e estratégicos da inteligência artificial nos negócios Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase
Empreendedores e executivos precisam compreender melhor os impactos financeiros, jurídicos, reputacionais e estratégicos da inteligência artificial nos negócios Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase · Imagem: Source: www.terra.com.br

Para usar a IA no trabalho, é preciso que a ferramenta seja reconhecida e que haja treinamento

Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images
Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

A IA nos trouxe uma minirrevolução: nossos dispositivos estão mais suscetíveis a modificações e personalizações do que nunca. Foto: Xataka
A IA nos trouxe uma minirrevolução: nossos dispositivos estão mais suscetíveis a modificações e personalizações do que nunca. Foto: Xataka · Imagem: Source: www.terra.com.br

Dependendo da ferramenta, do tipo de dado e da finalidade do uso, essas informações podem envolver riscos relacionados à privacidade, confidencialidade, propriedade intelectual e segurança.

Empreendedores e executivos precisam compreender melhor os impactos financeiros, jurídicos, reputacionais e estratégicos da inteligência artificial nos negócios Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase
Empreendedores e executivos precisam compreender melhor os impactos financeiros, jurídicos, reputacionais e estratégicos da inteligência artificial nos negócios Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase · Imagem: Source: www.terra.com.br

Jardel ressalta que nem toda IA representa, necessariamente, um risco. “Não significa que toda ferramenta pública de inteligência artificial vai utilizar os nossos dados para treinamento. Não funciona dessa forma. A gente precisa avaliar muito bem qual plataforma e o tipo de recurso que ela disponibiliza e o que ela coloca em contrato para ser processado ou treinado”. Por isso, a empresa deve se preocupar em impedir o vazamento de informações confidenciais.

Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images
Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images · Imagem: Source: www.terra.com.br

Como saber se há Shadow AI na minha empresa?

A IA nos trouxe uma minirrevolução: nossos dispositivos estão mais suscetíveis a modificações e personalizações do que nunca. Foto: Xataka
A IA nos trouxe uma minirrevolução: nossos dispositivos estão mais suscetíveis a modificações e personalizações do que nunca. Foto: Xataka · Imagem: Source: www.terra.com.br

Para Jardel, o primeiro passo é que a prática ganhe visibilidade na empresa. Antes de bloquear ferramentas, é preciso descobrir o que já está acontecendo. “Então, descobrir quais ferramentas já são utilizadas, por quais áreas dentro da empresa, para quais atividades e com quais dados”.

O especialista aponta alguns sinais que podem indicar a presença de Shadow AI:

1. Uso de ferramentas pessoais no trabalho

Funcionários podem utilizar contas pessoais ou ferramentas que não foram disponibilizadas ou autorizadas pela empresa para realizar tarefas profissionais.

2. Extensões de navegador, transcritores e assistentes não homologados

Ferramentas instaladas para transcrever reuniões, resumir conteúdos ou automatizar tarefas podem processar informações corporativas sem o conhecimento da empresa.

3. Documentos corporativos enviados para plataformas públicas

Contratos, planilhas, relatórios, propostas e outros documentos internos enviados para ferramentas de IA são um sinal de alerta.

4. Ferramentas contratadas diretamente pelos departamentos

Em empresas maiores, um setor pode contratar uma solução de IA para resolver uma necessidade específica sem que ela passe pelos processos de avaliação e homologação da área responsável por segurança ou tecnologia.

5. Falta de inventário e de regras claras

Se a empresa não sabe quais ferramentas de IA seus funcionários utilizam ou não possui uma política clara sobre o que pode e o que não pode ser compartilhado, existe uma dificuldade de governança.

Como resolver o problema?

Risco de expor dados sensíveis para ferramentas de IA é preocupação de empresas

Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Depois do diagnóstico, a recomendação é classificar os usos encontrados de acordo com o nível de risco. A partir daí, a empresa pode determinar o que deve ser permitido, controlado ou bloqueado. O processo, porém, não termina com a criação de uma política. Como novas ferramentas de IA surgem constantemente, o monitoramento precisa ser contínuo. Para Jardel, o caminho pode ser resumido em cinco etapas:

- Descobrir quais ferramentas já estão sendo utilizadas;

- Identificar quais áreas, atividades e dados estão envolvidos;

- Classificar os casos de uso conforme o risco;

- Oferecer ferramentas corporativas adequadas e alternativas autorizadas;

- Treinar e monitorar os funcionários continuamente.

Dessa forma, fica mais simples incluir a IA no dia a dia dos usuários de forma segura e sem colocar dados sensíveis em risco.

Para o especialista, proibir o uso da IA no ambiente de trabalho não é uma solução. A questão é estabelecer regras claras sobre ferramentas, dados e finalidades. “A empresa não precisa escolher entre produtividade e segurança”, diz.

A empresa também deve oferecer treinamento e um canal para tirar dúvidas. “Não adianta nada a gente criar políticas, criar regras, impor determinados controles, se a empresa não dá uma base de sustentação dessas regras, dessas políticas, adequada para que o colaborador se sinta tranquilo e extremamente consciente daquilo que ele pode ou não fazer nas plataformas", pontua.

Fonte: Portal Terra

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