O governo do Reino Unido reafirmou sua solidariedade ao povo e ao governo do Haiti em meio a uma crise de segurança que atinge o país caribenho. Em declaração feita no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, a embaixadora Kate Foster, representante permanente adjunta britânica, descreveu como horrível e inaceitável a violência direcionada especificamente contra a comuna de Kenscoff.
A declaração britânica aponta que os ataques na região de Kenscoff não são apenas atos criminais isolados, mas parte de um padrão mais amplo de violência orquestrada por grupos armados. O Reino Unido condena veementemente o uso de civis como escudos humanos, a tomada de reféns e o direcionamento deliberado contra comunidades vulneráveis, práticas que visam espalhar terror e minar a autoridade do Estado.
A embaixadora Kate Foster expressou profunda preocupação com relatos de que gangues estão atacando indivíduos e organizações que prestam apoio humanitário e médico. O Reino Unido destacou o trabalho de Dr. Jean 'Bill' Pape, cujos esforços salvaram inúmeras vidas, e exigiu que trabalhadores da saúde possam operar com segurança sem obstruções.
Para enfrentar a crise, o governo britânico apoiou os esforços dos Estados Unidos e do Panamá para renovar a autorização da Força de Supressão de Gangues. A declaração também acolheu o anúncio da Alemanha sobre fornecer apoio aéreo necessário para facilitar o envio de pessoal dessa força internacional.
O Reino Unido enfatizou que a comunidade internacional deve permanecer unida no apoio ao governo haitiano para restaurar a segurança e proteger os civis. Somente com essas condições é possível avançar politicamente, recuperar a economia e alcançar a estabilidade duradoura na região.


