Demétrio Vecchioli

Polícia de SP lacrou celulares de Dark Horse com folga que caberia cabo USB
Polícia de SP lacrou celulares de Dark Horse com folga que caberia cabo USB · Imagem: reprodução

Polícia Científica de São Paulo recusou fazer perícia em objetos apreendidos e afirmou que celulares poderiam ter sido manipulados

Polícia de SP lacrou celulares de Dark Horse com folga que caberia cabo USB
Polícia de SP lacrou celulares de Dark Horse com folga que caberia cabo USB · Imagem: Source: www.metropoles.com

Demétrio Vecchioli

13/09/2026 13:38, atualizado 13/09/2026 13:46

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A Polícia Científica de São Paulo recusou realizar perícia técnica em aparelhos telefônicos e notebooks apreendidos com Karina Gama, produtora de Dark Horse, porque a Polícia Civil de São Paulo os lacrou com folga suficiente para a passagem de um cabo USB.

Na prática, ainda que os aparelhos estivessem dentro de um saco plástico que tinha um lacre, eles não estavam lacrados e podem ter sido manipulados antes de serem entregues à perícia.

De acordo com o termo de recusa produzido pelo Instituto de Criminalística e juntado aos autos do processo que tramita na Justiça de São Paulo, a abertura estrutural do pacote permitia “a introdução física de objetos ou outros vestígios para o interior da embalagem protetora”

A perita criminal Viviane Fleitas Menezes deixou claro que os 13 sacos entregues “apresentam vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível manipulação de dados no interior do equipamento“.

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O mesmo aconteceu com os pen-drives apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo, já que quatro sacos entregues apresentavam “vão suficiente para retirada da peça a ser periciada”. Ou seja: o saco, ainda que estivesse fechado, não protegia o pen-drive.

A recusa aconteceu no dia 3 de junho e, cinco dias depois, em 8 de junho, os objetos retornaram para a Polícia Civil. Ao despachá-los, o escrivão Mauro Sergio Gagliotti deixou clara a preocupação com a manutenção da cadeia de custódia.

“Diante disso, fez-se necessária a readequação dos invólucros e a aposição de novos lacres, a fim de preservar a integridade dos objetos e assegurar a manutenção da CADEIA DE CUSTÓRIA, possibilitando seu reencaminhamento ao referido Instituto (de Criminalística)”, ele escreveu.

A cadeia de custódia é o que garante que um objeto ou um documento continue tendo valor de prova em um processo. Quando ela é rompida, a defesa ou a acusação podem impugnar uma prova.