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Treinar na esteira é uma ótima forma de manter os exercícios aeróbicos em dia. Mas, na tentativa de turbinar os resultados, o que compensa mais: aumentar a inclinação do aparelho ou dar um gás na velocidade?

A maior inclinação pode intensificar o treino sem aumentar a velocidade, beneficiando pessoas com menor mobilidade Foto: chika_milan/Adobe Stock

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Segundo Paulo Zogaib, médico do exercício e do esporte do Hospital Sírio-Libanês, aumentar a velocidade ou a inclinação faz pouca diferença em termos de gasto calórico, pois ambas as opções são equivalentes.

O médico explica que cada 3% (ou 3 graus) de inclinação na esteira corresponde a 1 km/h a mais na velocidade. Por exemplo, caminhar a 5 km/h sem inclinação gera o mesmo gasto calórico que caminhar a 4 km/h com 3% de inclinação.

A grande vantagem da inclinação surge quando o praticante quer intensificar o treino, mas manter a velocidade baixa, de acordo com João Polydoro, médico ortopedista esportivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “É uma estratégia interessante para quem deseja elevar a frequência cardíaca e o gasto calórico e manter uma velocidade confortável no exercício”, resume.
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Segundo ele, a inclinação exige mais do sistema cardiovascular e de músculos da parte posterior dos membros inferiores, como glúteos, panturrilhas e posterior da coxa.
A estratégia, para Zogaib, pode ser especialmente benéfica para pessoas mais velhas e com menor mobilidade. Diminuir a velocidade e aumentar a inclinação pode manter o exercício seguro e eficiente.
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Os cuidados necessários ao subir na esteira
Zogaib ressalta que as atividades físicas sempre devem ser adaptadas para cada tipo de pessoa. Ou seja, as indicações podem variar de acordo com certos aspectos.
Um exercício físico ideal, de acordo com ele, combina intensidade e duração. Se a inclinação for excessiva e fizer a pessoa parar após um minuto por dor ou cansaço, a estratégia deixa de valer a pena.
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Outro ponto de atenção, conforme o médico do Sírio-Libanês, é que, em exercícios em solos inclinados, existe uma mudança no centro de gravidade do indivíduo. No plano, o centro de gravidade fica localizado perto do umbigo e cai entre os pés. Na inclinação, a pessoa precisa projetar o corpo para a frente para compensar a rampa, deslocando o centro de gravidade também para a frente. Isso, segundo Zogaib, exige um melhor preparo da parte posterior do corpo. Caso contrário, podem surgir dores na lombar ou cãibras.
Corrida em solos planos
Turbinar a velocidade em terrenos planos, sem a inclinação, também tem seus benefícios. Segundo Polydoro, a prática permite que a pessoa atinja uma intensidade cardiovascular mais alta e apresente um maior gasto energético por unidade de tempo. “Para uma pessoa que é mais condicionada, correr é uma maneira eficiente de melhorar a capacidade cardiorrespiratória”, afirma.
“Mas correr também aumenta o impacto nas articulações e na musculatura, exige mais do sistema músculo-energético. Não significa que é (uma prática) prejudicial, mas acaba exigindo mais. Aumentar a velocidade, a distância ou a frequência, sem o organismo estar preparado, pode levar a lesões”, alerta.

