O Movimento dos Trabalhadores Católicos é um conjunto de comunidades autônomas fundado por Dorothy Day e Peter Maurin [en] nos Estados Unidos em 1933. Seu objetivo é “viver de acordo com a justiça e a caridade de Jesus Cristo”. Um de seus princípios orientadores é a hospitalidade para com aqueles que vivem à margem da sociedade, baseada nos princípios do comunitarismo e do personalismo. Para esse fim, o movimento conta com mais de 240 comunidades locais do Trabalhador Católico que prestam serviços sociais Cada casa possuim uma missão diferente, realizando o trabalho de justiça social à sua maneira, de acordo com a região local. As casas dos trabalhadores católicos não são órgãos oficiais da Igreja Católica, e suas atividades, inspiradas no exemplo de Day, podem ter um tom e uma inspiração mais ou menos abertamente religiosos, dependendo da instituição em questão. O movimento defende a não violência e atua ativamente contra a guerra e a distribuição desigual da riqueza no mundo. Day também fundou o jornal [[Catholic Worker |Catholic Worker]] [en], que ainda é publicado pelas duas casas do Catholic Worker na cidade de Nova York e vendido por um centavo de dólar a cópia.
História
O Movimento dos Trabalhadores Católicos teve início com o jornal [[Catholic Worker |Catholic Worker]] [en], criado por Dorothy Day para promover a doutrina social católica e assumir uma posição pacifista cristã [en] e neutra na década de 1930, marcada pela guerra. Day tentou colocar em prática as palavras do Catholic Worker por meio das “casas de hospitalidade [en]” e, posteriormente, por meio de uma série de fazendas onde as pessoas viviam juntas em comunidades. A ideia da pobreza voluntária era defendida para aqueles que voluntariavam-se para trabalhar nas casas de hospitalidade. Muitas pessoas procuravam os Trabalhadores Católicos em busca de assistência, tornando-se então elas próprias Trabalhadores. Inicialmente, essas casas de hospitalidade tinham pouca organização e não exigiam requisitos para adesão. Com o passar do tempo, algumas regras e políticas básicas foram estabelecidas. Day nomeou os diretores de cada uma das casas, cada uma das quais operava de forma autônoma e passou a variar em tamanho e caráter. Na década de 1930, os Trabalhadores de St. Louis atendiam 3.400 pessoas por dia, enquanto os de Detroit atendiam cerca de 600 pessoas por dia. O jornal Catholic Worker divulgou a ideia para outras cidades dos Estados Unidos, bem como para o Canadá e o Reino Unido, por meio dos relatos publicados por aqueles que haviam trabalhado nas casas de acolhimento. Até 1941, já haviam sido fundadas mais de 30 comunidades independentes, mas afiliadas. Entre 1965 e 1980, outras 76 comunidades foram fundadas, sendo que 35 delas ainda existem hoje, como a “Hippie Kitchen”, fundada na parte traseira de uma van por dois membros do Movimento dos Trabalhadores Católicos em Skid Row, Los Angeles, na década de 1970. Atualmente existem mais de 200 comunidades, incluindo várias na Austrália, no Reino Unido, no Canadá, na Alemanha, na Holanda, no México, na Nova Zelândia e na Suécia. Day, que faleceu em 1980, está sendo considerada para a canonização pela Igreja Católica.
Posições “Nossa regra são as obras de misericórdia”, disse Dorothy Day. “É o caminho do sacrifício, da adoração, de um sentimento de reverência.” De acordo com o cofundador Peter Maurin, estas são as crenças do Movimento dos Trabalhadores Católicos:
o personalismo moderado do catolicismo tradicional. a obrigação pessoal de cuidar das necessidades do nosso próximo. a prática diária das obras de misericórdia. casas de acolhimento para o socorro imediato dos necessitados. a criação de comunas agrícolas onde cada um trabalha de acordo com suas capacidades e recebe de acordo com suas necessidades. a criação de uma nova sociedade dentro da estrutura da antiga com a filosofia da nova. A filosofia radical do grupo pode ser descrita como anarquismo cristão. Anne Klejment, professora de história da Universidade de St. Thomas [en], escreveu sobre o movimento:
O Catholic Worker se considerava um movimento anarquista cristão. Toda autoridade provinha de Deus; e o Estado, tendo se distanciado por opção do perfeccionismo cristão, perdeu sua autoridade suprema sobre o cidadão... O anarquismo do Catholic Worker seguia Cristo como modelo de comportamento revolucionário não violento... Ele respeitava a consciência individual. Mas também pregava uma mensagem profética, difícil de ser aceita por muitos de seus contemporâneos.
Envolvimento familiar As famílias desempenharam diversos papéis no Movimento Católico dos Trabalhadores. Como os doadores que contribuíam financeiramente para as casas de acolhimento estavam interessados principalmente em ajudar os pobres, o custo mais elevado de manter uma família voluntária (em comparação com a manutenção de um voluntário individual) entrava em conflito com os desejos dos doadores. O autor Daniel McKanan sugeriu que, por diversas razões, a perspectiva de Dorothy Day sobre o envolvimento das famílias no movimento era controversa. Apesar desses elementos de conflito, as famílias têm participado do Movimento dos Trabalhadores Católicos por diversos meios: algumas auxiliam as casas de acolhimento, enquanto outras abrem um “quarto de Cristo” em suas casas para pessoas necessitadas. Há muitas outras oportunidades para o envolvimento familiar no Movimento dos Trabalhadores Católicos, com algumas famílias administrando suas próprias casas de acolhimento.
Atualmente Jessica Reznicek [en] é uma ativista climática da Comunidade Católica Trabalhadora de Des Moines que atualmente cumpre uma pena de oito anos de prisão por atos de desobediência civil relacionados aos protestos contra o oleoduto Dakota Access [en]. Jessica, juntamente com outro membro da Movimentos dos Trabalhadores Católicos, desmontou máquinas ao longo do trajeto do oleoduto em um ato de sabotagem, atrasando a construção do oleoduto em seis meses, embora ninguém tenha ficado ferido. Foi designada prisioneira política pela federação Cruz Negra Anarquista, e também que atua pela libertação de prisioneiros políticos detidos nos Estados Unidos.
Lista de figuras proeminentes do Movimento dos Trabalhadores Católicos Charlie Angus [en] – músico (L'Étranger [en], Grievous Angels [en]), representante do Novo Partido Democrático no parlamento canadense; Philip Berrigan – Padre católico, ativista pela paz; Ade Bethune [en]– Artista litúrgico católico; David Dellinger [en] – Ativista pela paz estadunidense; Jim Dowling [en] – Ativista pela paz australiano; Robert Ellsberg [en] – Editor e autor estadunidense especializado em temas religiosos; Jim Forest [en] – Ativista pela paz estadunidense; Michael Harrington [en] – Escritor e socialista estadunidense; Ammon Hennacy – Ativista pela paz estadunidense; Martha Hennessy [en] – Ativista pela paz estaudnidense, neta de Dorothy Day; Kathy Kelly [en] – Ativista pela paz estadunidense; James Loney [en] – Ativista pela paz canadense; Karl Meyer [en] – Ativista pela paz estadunidense; Martin Newell [en]– Sacerdote católico, ativista pela paz britânico; Ciaron O'Reilly [en] – Ativista pela paz australiano.
Referências