Magistrados, todos ex-presidentes da Corte, pedem que casos sejam levados a plenário

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Sessão de julgamento no plenário do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministros aposentados divulgaram, na noite desta segunda-feira (7), uma manifestação de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e cobraram que os casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam julgados pelo plenário da Corte.
Na carta, assinada por 13 magistrados aposentados, que já ocuparam a presidência do STF, eles afirmam ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin na “condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”.
Também afirmaram ter a “absoluta convicção” de que o presidente do STF “designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”.
No texto, eles não citam nominalmente nem Moraes nem Mendonça. Na semana passada, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.
O ministro, então, reagiu e pediu para que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Cabe a Fachin, como presidente do STF, levar os dois casos para análise do plenário. Ainda na semana passada, ele pediu uma série de manifestações, para dar início à instrução dos processos.
O documento é assinado por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
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