O homem preso por ter estuprado a sobrinha de 10 anos e engravidado a criança é suspeito de ter cometido abusos ao longo de cinco anos. O caso está sob investigação na Polícia Civil.Segundo a polícia, a vítima revelou aos pais que sofria ameaças de morte para não contar a ninguém sobre as violências sexuais. Os crimes teriam ocorrido em uma residência frequentada pelos familiares. Ela detalhou os crimes durante uma conversa com a mãe, que começou a suspeitar do comportamento da criança. A menina apresentava atraso menstrual e episódios frequentes de vômito. “Diante dos questionamentos dos pais, a menina chorou e revelou que vinha sofrendo abusos há mais de cinco anos por seu tio. Ela narrou todas as formas pelas quais vinha sofrendo abusos por todo esse período. A criança contou que não havia revelado a conduta dele porque estava sendo ameaçada. Ela temia qualquer conduta desse autor, tanto em relação a ela quanto a seus familiares”, disse a delegada Natacha Alves. A vítima foi encaminhada à perícia, que constatou a gravidez. Diante da situação, a prisão temporária do suspeito foi pedida pela polícia e autorizada pela Justiça. O caso foi levado à polícia na sexta-feira (18). Em menos de 48 horas, o homem foi preso em uma comunidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. “É um caso muito grave. Causou uma grande indignação e comoção na equipe policial. Nós nos colocamos, desde o primeiro momento da notícia, para total realização de diligências, monitoramento e captura”, disse a delegada. Ao passar pelo atendimento médico no hospital, a família da criança decidiu pela interrupção da gestação — o que é assegurado por lei em casos de estupro. A polícia pretende ouvir a criança quando ela tiver condições. O procedimento deve seguir todo o protocolo necessário de acolhimento da vítima.Ainda de acordo com a delegada, o homem, inicialmente, negou o crime. “Em sua narrativa, ele faz menção a juízo de valor à própria conduta dessa criança. Eu gostaria de ressaltar que a lei penal é categórica no sentido de que pessoas menores de 14 anos têm presunção absoluta de vulnerabilidade”. Natacha Alves explicou que tentar justificar consentimento nesses casos é totalmente absurdo: “O ordenamento jurídico repudia expressamente qualquer alegação defensiva nesse sentido.”Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









