A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na manhã desta terça-feira (8/9), para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo.Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente a decisão do relator. Antes da maioria, o decano Gilmar Mendes havia pedido vista (mais tempo de análise) no julgamento. Leia também BrasilMendonça cita voto de Moraes em decisão para afastar diretor da PF Igor Gadelha“Violação de competência”: AGU vai recorrer ao STF de decisão de Mendonça Brasil“Atividade policial vilipendiada”, diz ministro ao afastar diretor da PF Mirelle PinheiroApós ser afastado, Andrei desiste de participar de evento da PF em Brasília Com a interrupção de Gilmar, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.4 imagensFechar modal.1 de 4Chefe da PF foi afastado do cargo por um período inicial de 90 diasIgo Estrela/Metrópoles@igoestrela2 de 4Ministro citou relatório enviado pela PF a MoraesHugo Barreto/Metrópoles3 de 4O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei RodriguesVinícius Schmidt/Metrópoles 4 de 4Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor da PFMontagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles - Gustavo Moreno/STFComo a Segunda Turma é composta por cinco membros, os três votos favoráveis consolidam a maioria necessária para manter a determinação.Afastamento de diretor da PFNesta manhã, Mendonça ordenou o afastamento preventivo de 90 dias do diretor-geral da Polícia Federal. O magistrado afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da corporação por mais de 30 dias.Entenda a crisePF mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco MasterAndrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiroO ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da PFCom a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de MendonçaMoraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça no Inquérito das Fake NewsAndré Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia FederalRelator determinou o afastamento do diretor-geral da PFA medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.O relator justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.O relator citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André Mendonça estava sendo monitorado ilicitamente por parte da PF há mais de 30 dias.Também foi determinada a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de ministros do STF, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.













