O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16/10) que não pretende reverter o fim da escala de trabalho 6×1 caso seja eleito. Durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, o parlamentar também justificou a mudança de posição sobre a redução da jornada, aprovada pelo Congresso Nacional nesta semana.Questionado sobre a intenção de aliados de aprovar uma proposta alternativa, com remuneração e benefícios proporcionais às horas trabalhadas, Flávio negou que pretenda desfazer a medida.“Não, não vou. Direitos trabalhistas garantidos”, respondeu.A declaração se dá dois dias depois de o senador votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O texto foi aprovado no Senado na quarta-feira (14/10), com 75 votos favoráveis e um contrário, e promulgado pelo Congresso nesta sexta-feira.Flávio havia criticado a proposta e defendido maior liberdade para a negociação da jornada entre trabalhadores e empregadores. Na entrevista, afirmou que mudou de posição por considerar a vontade dos trabalhadores brasileiros.“Eu resolvi seguir a vontade dos trabalhadores brasileiros”, declarou. O candidato acrescentou que percorreu o país e ouviu pessoas favoráveis à mudança. Apesar disso, voltou a defender regras mais flexíveis para a contratação. “Eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem, inclusive, montar sua própria jornada de trabalho”, disse. Leia também Distrito FederalMoradores do DF fazem “panelaço” durante sabatina de Flávio Bolsonaro no JN BrasilPT pede para desvincular “Exército do Lula” da campanha após norma do TSE BrasilFolha de S.Paulo admite ter recebido R$ 516 mil do Master e compara: 2,58% do Metrópoles BrasilCoaf aponta operação suspeita entre empresas responsáveis por filme de Bolsonaro Proposta alternativa do PLA posição de Flávio contrasta com a articulação de integrantes do próprio partido. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que pretende trabalhar pela aprovação de uma proposta de remuneração por hora em 2027, caso o senador vença a eleição presidencial.O foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.A iniciativa permitiria ao trabalhador optar por um regime de contratação por hora, com remuneração e direitos como férias e 13º salário calculados proporcionalmente ao período trabalhado.Já a emenda constitucional promulgada nesta sexta-feira estabelece dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial. A transição prevê uma jornada máxima de 42 horas semanais depois de 60 dias e de 40 horas após mais 12 meses.Na sabatina, Flávio também afirmou que pretende recuperar o poder de compra dos trabalhadores e combater a insegurança pública.








