Lucas di Grassi analisa os rumos da Fórmula 1

Piloto brasileiro faz sugestões para a categoria máxima do automobilismo em entrevista ao Estadão. Crédito: Edição: Jefferson Perleberg

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Lewis Hamilton e Charles Leclerc se desentenderam após colisão no GP de Monza, onde Hamilton terminou em sexto. Após conversa interna, ambos minimizaram o atrito. Leclerc admitiu erro e expressou respeito por Hamilton. Hamilton destacou a importância da comunicação na Ferrari e a união para as próximas corridas. Ele acredita no potencial da equipe para desafiar a Mercedes, apesar da diferença de pontos no Mundial de Pilotos. A Ferrari busca melhorias contínuas para alcançar seus objetivos.

Lewis Hamilton deixou o GP de Monza, no domingo passado, bastante irritado com o companheiro de Ferrari, Charles Leclerc, após ambos se tocarem no começo da prova e ele perder posições, terminando apenas na sexta colocação. Na ocasião, bronqueou com a escuderia e jogou a culpa no monegasco alegando “estar à frente”. Nesta quinta, de olho na corrida em Madri, o britânico admitiu uma conversa interna com a equipe e minimizou o atrito por um bom futuro no restante da temporada.

Um mea-culpa de Leclerc serviu para apaziguar os ânimos. “Falei com o Lewis. Sempre tivemos uma relação fantástica entre nós. Tenho um grande respeito pelo Lewis e disse a ele que não me comportei como deveria na curva 2 e como um companheiro de equipe deveria se comportar”, revelou o monegasco, mudando sua versão de que os dois pilotos teriam errado.

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“Acho que temos uma boa relação nas pistas. O fato é que somos adultos e conseguimos nos comunicar um com o outro, o que temos feito”, disse Hamilton, demonstrando que a confusão já foi resolvida e ainda celebrando que o problema no olho do companheiro ocasionado naquela batida já tenho sido curado.
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Lewis Hamilton se irritou com o companheiro de equipe, Charles Leclerc, no último GP de F1. Foto: Manu Fernandez / AP Photo
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“Estou muito feliz que ele esteja realmente saudável e de volta neste fim de semana, porque precisamos dele na luta para desafiar a Mercedes juntos”, destacou. “Há toda essa discussão sobre comunicação e execução e outras coisas, mas a comunicação entre John (Elkann, presidente executivo da Ferrari), Benedetto (Vigna, diretor executivo), Fred (Vasseur, chefe de equipe) e seus pilotos é realmente ótima.”
A aparição mais calma de Hamilton vem justamente após uma reunião entre todos na qual pregaram união por uma volta por cima nestas últimas 10 corridas. Hamilton está em terceiro no Mundial de Pilotos, 76 pontos atrás do líder Kimi Antonelli.
“Todos nos sentamos e conversamos, resolvemos a situação e seguimos em frente para que nada fique pendente. Estamos apenas ansiosos para descobrir como podemos trabalhar melhor juntos”, afirmou o inglês, revelando o tom da reunião em prol da Ferrari.
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“Continuo acreditando que a Ferrari tem absolutamente tudo o que precisamos para vencer. Naturalmente, é preciso que tudo se encaixe para conseguirmos alcançar o que estamos tentando alcançar”, frisou, admitindo a força da Mercedes, com seus dois pilotos na frente.
“É difícil quando você está competindo contra a equipe que está logo à frente em termos de desempenho. Acho que precisamos continuar. Construímos uma base muito sólida nesta primeira parte do ano e precisamos continuar a desenvolvê-la. A equipe tem trabalhado incrivelmente duro para trazer melhorias a cada fim de semana”, disse.
“Obviamente, demos um passo importante com o motor, o que é muito positivo. Acho muito importante reconhecer isso. Confio em tudo o que estamos fazendo, nas medidas que estamos tomando. Confio no Fred e acredito firmemente que chegaremos aonde queremos. Seja na próxima semana, daqui a algumas semanas ou no próximo ano, continuaremos trabalhando duro.”
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