Em 2 de agosto de 2027, a Lua encobrirá completamente o Sol numa faixa que atravessará partes da Europa, do norte da África e do Oriente Médio. No ponto de maior duração, o eclipse solar total produzirá cerca de 6 minutos e 23 segundos de totalidade.

Por que esse eclipse será tão longo?

Um eclipse total ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e cobre o disco solar para observadores situados na faixa de totalidade. A duração depende das distâncias relativas, da geometria das órbitas e da posição do observador.

Segundo o catálogo de eclipses da NASA, o evento de 2027 pertence à série Saros 136. A duração máxima calculada chega a 6 minutos e 22,6 segundos.

Três condições ajudam a prolongar o fenômeno. Elas estarão favoravelmente combinadas nesse encontro celeste.

- A Lua estará relativamente próxima da Terra e parecerá maior.

- A Terra estará relativamente distante do Sol no início de agosto.

- A faixa central passará por regiões próximas ao equador terrestre.

1. A faixa de totalidade atravessará regiões específicas fora do Brasil - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Onde o dia ficará escuro durante a totalidade?

A faixa total começará sobre o Atlântico e alcançará o sul da Espanha e Gibraltar. Depois seguirá pelo norte da África, atravessando Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito.

O trajeto continuará pela Península Arábica e áreas próximas, incluindo Arábia Saudita e Iêmen, antes de terminar sobre o oceano. Luxor, no Egito, aparece entre os locais mais citados por estar perto da região de longa totalidade.

A experiência muda bastante conforme a posição do observador. O quadro separa três zonas importantes.

Como o eclipse muda conforme o lugar

🌑 Faixa de totalidade

A Lua cobre completamente o Sol e a coroa pode aparecer por poucos minutos.

🌘 Área parcial

A Lua encobre somente uma parte do disco solar e o céu não se torna noite.

🌍 Fora da visibilidade

O alinhamento ocorre abaixo do horizonte ou não pode ser acompanhado naquele local.

Dados orbitais e geográficos baseados no catálogo de eclipses da NASA

O evento de 2027 já foi detalhado em uma matéria dedicada à duração e à data do fenômeno. Ela ajuda a compreender por que esse alinhamento será excepcional.

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O eclipse poderá ser observado do Brasil?

O Brasil não estará na faixa de totalidade e também ficará fora da área principal de visibilidade desse evento. Portanto, o dia não virará noite no território brasileiro por causa do eclipse de 2027.

Quem planeja viajar precisa considerar clima, acesso, segurança e posição exata dentro da faixa total. Ficar poucos quilômetros fora desse corredor muda completamente a experiência.

A observação também exige proteção adequada. Os cuidados valem durante todas as fases parciais.

- Use óculos para eclipse em conformidade com o padrão ISO 12312-2.

- Não observe o Sol com óculos escuros, chapas ou radiografias.

- Coloque filtro solar adequado na parte frontal de telescópios e câmeras.

- Retire a proteção somente durante a totalidade completa e apenas dentro da faixa.

- Recoloque o filtro assim que o primeiro ponto luminoso reaparecer.

Crianças precisam de supervisão contínua. Equipamentos ópticos concentram radiação e podem causar lesões graves quando utilizados sem filtro apropriado.

Telescópios precisam de filtro solar instalado na parte frontal - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que outro eclipse maior demorará tantas décadas?

O eclipse de 2027 será o mais longo do século XXI, mas não o maior possível. Um eclipse total em 3 de junho de 2114 deverá superar sua duração, justificando a referência a uma espera superior a oito décadas.

A raridade nasce da combinação precisa entre órbitas, distâncias e localização. Se você pretende acompanhar o evento, planeje com dados oficiais e nunca improvise a proteção dos olhos.

A presença prolongada do Sol também produz fenômenos extremos em outras regiões. Uma ilha norueguesa passa 69 dias seguidos sem pôr do sol.

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