Ataques terroristas nos EUA transformaram protocolos em aeroportos e aviões e levaram a mudanças internacionais

Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação
Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

11 set 2026 - 07h21

A TSA foi criada por uma lei aprovada em novembro de 2001 e passou a centralizar a inspeção de passageiros, bagagens e cargas nos aeroportos americanos
A TSA foi criada por uma lei aprovada em novembro de 2001 e passou a centralizar a inspeção de passageiros, bagagens e cargas nos aeroportos americanos · Imagem: A TSA foi criada por uma lei aprovada em novembro de 2001 e passou a centralizar a inspeção de passageiros, bagagens e cargas nos aeroportos americanos Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Marcela Ferreira

Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação
Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

A TSA foi criada por uma lei aprovada em novembro de 2001 e passou a centralizar a inspeção de passageiros, bagagens e cargas nos aeroportos americanos

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

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A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO, na sigla em inglês) considera o 11 de setembro um ponto de virada para a aviação civil internacional
A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO, na sigla em inglês) considera o 11 de setembro um ponto de virada para a aviação civil internacional · Imagem: A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO, na sigla em inglês) considera o 11 de setembro um ponto de virada para a aviação civil internacional Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Quem viaja de avião atualmente está acostumado a chegar ao aeroporto com antecedência, apresentar documentos e cartão de embarque, passar por detectores de metais e inspeção de bagagem e, em alguns casos, retirar líquidos, eletrônicos, sapatos e outros objetos para a revista. Dentro da aeronave, portas reforçadas isolam a cabine dos pilotos e o acesso ao cockpit é rigidamente controlado.

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Grande parte desses procedimentos é tão incorporada à rotina de uma viagem que pode parecer que sempre existiram, mas nem sempre foi assim
Grande parte desses procedimentos é tão incorporada à rotina de uma viagem que pode parecer que sempre existiram, mas nem sempre foi assim · Imagem: Grande parte desses procedimentos é tão incorporada à rotina de uma viagem que pode parecer que sempre existiram, mas nem sempre foi assim Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Grande parte desses procedimentos é tão incorporada à rotina de uma viagem que pode parecer que sempre existiram, mas nem sempre foi assim.

Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação
Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

O atentado de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos expôs uma série de vulnerabilidades na segurança da aviação e provocou uma das maiores transformações já realizadas no setor. O governo do país assumiu diretamente o controle da inspeção de passageiros e bagagens, enquanto aeroportos e companhias aéreas passaram a operar sob regras muito mais rígidas. As mudanças também aconteceram em todo o mundo.

Ataques terroristas nos EUA transformaram protocolos em aeroportos e aviões e levaram a mudanças internacionais
Ataques terroristas nos EUA transformaram protocolos em aeroportos e aviões e levaram a mudanças internacionais · Imagem: Ataques terroristas nos EUA transformaram protocolos em aeroportos e aviões e levaram a mudanças internacionais Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO, na sigla em inglês) considera o 11 de setembro um ponto de virada para a aviação civil internacional. Após os ataques, a entidade aprovou uma estratégia global para fortalecer a segurança e ampliou padrões internacionais de controle, incluindo medidas relacionadas ao acesso a áreas restritas, passageiros, bagagens e compartilhamento de informações.

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

Terminais eram acessíveis a todos

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

Nos Estados Unidos, a segurança dos aeroportos era realizada antes de 2001 por empresas privadas contratadas pelas companhias aéreas ou pelos próprios aeroportos. Passageiros passavam por detectores de metais, mas o nível de controle era significativamente menor.

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

Familiares e amigos também podiam acompanhar quem viajava até o portão de embarque. Objetos que hoje seriam proibidos na cabine, como pequenos canivetes e estiletes, podiam ser permitidos em determinadas circunstâncias.

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Do controle de passageiros às portas reforçadas: como o 11 de setembro mudou a segurança da aviação · Imagem: Source: www.terra.com.br

Depois dos ataques, essa lógica mudou completamente, após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) restringir o acesso aos portões de embarque a passageiros com bilhetes e proibir facas e estiletes na bagagem de mão. Isso porque os sequestradores do 11 de setembro usaram pequenas lâminas para ameaçar passageiros e tripulantes e assumir o controle das aeronaves.

Sujo John sobreviveu ao ataque Foto: Reprodução/YouTube
Sujo John sobreviveu ao ataque Foto: Reprodução/YouTube · Imagem: Source: www.terra.com.br

Criação da TSA

Holly Ratchford decidiu falar ao público pela primeira vez, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 Foto: BBC News Brasil
Holly Ratchford decidiu falar ao público pela primeira vez, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 Foto: BBC News Brasil · Imagem: Source: www.terra.com.br

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John Resta e sua esposa Sylvia Foto: Tom Resta / BBC News Brasil
John Resta e sua esposa Sylvia Foto: Tom Resta / BBC News Brasil · Imagem: Source: www.terra.com.br

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Sujo John sobreviveu ao ataque Foto: Reprodução/YouTube
Sujo John sobreviveu ao ataque Foto: Reprodução/YouTube · Imagem: Source: www.terra.com.br

O especialista em segurança da aviação Jeff Price, professor da Metropolitan State University of Denver, considera a criação da Transportation Security Administration (TSA) uma das mudanças mais importantes provocadas pelos ataques. “A maior mudança para a indústria veio com a criação da Transportation Security Administration”, disse em entrevista ao portal da universidade.

Holly Ratchford decidiu falar ao público pela primeira vez, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 Foto: BBC News Brasil
Holly Ratchford decidiu falar ao público pela primeira vez, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 Foto: BBC News Brasil · Imagem: Source: www.terra.com.br

A TSA foi criada por uma lei aprovada em novembro de 2001 e passou a centralizar a inspeção de passageiros, bagagens e cargas nos aeroportos americanos, substituindo o modelo anterior baseado nos contratos das companhias aéreas. A nova estrutura também estabeleceu padrões nacionais de treinamento e fiscalização.

John Resta e sua esposa Sylvia Foto: Tom Resta / BBC News Brasil
John Resta e sua esposa Sylvia Foto: Tom Resta / BBC News Brasil · Imagem: Source: www.terra.com.br

Mais regras sobre as bagagens

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO, na sigla em inglês) considera o 11 de setembro um ponto de virada para a aviação civil internacional

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O 11 de setembro também mudou a forma como as autoridades passaram a enxergar a relação entre passageiros e bagagens. A preocupação com explosivos em malas, porém, já vinha de ataques anteriores.

Em 1988, uma bomba escondida em uma mala destruiu o voo 103 da Pan Am sobre Lockerbie, na Escócia. O atentado matou 259 pessoas a bordo e 11 em solo e levou os Estados Unidos a reforçarem a inspeção de bagagens despachadas, inclusive com exames por raio X e confirmação de que a mala pertencia a um passageiro que efetivamente embarcaria.

Depois do 11 de setembro, a inspeção de bagagens foi ampliada ainda mais. A legislação americana determinou que 100% das malas despachadas fossem submetidas a exames para detectar explosivos. A mudança passou a valer para o mundo todo em seguida.

Portas reforçadas entre cabine e cockpit

Antes dos ataques, a possibilidade de um sequestrador assumir o controle da aeronave era tratada de maneira diferente pelas autoridades. Esperava-se que, em caso de um sequestro, o criminoso pudesse querer dinheiro, libertação de presos ou concessões políticas, e não transformar o avião em uma arma, mas isso mudou com o 11 de setembro.

As portas das cabines de comando passaram a ser reforçadas e projetadas para impedir a entrada não autorizada de pessoas. A lei americana também determinou o uso de portas reforçadas no cockpit e ampliou a presença de agentes federais de segurança em voos.

A OACI também incorporou medidas de proteção da cabine de comando aos padrões internacionais. A mudança alterou a rotina dos passageiros també, já que o cockpit passou a ser uma área inacessível durante o voo.

Identificação de passageiros

Grande parte desses procedimentos é tão incorporada à rotina de uma viagem que pode parecer que sempre existiram, mas nem sempre foi assim

Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Antes mesmo de os passageiros chegarem ao avião, é preciso garantir a identificação no aeroporto, o que não acontecia antes. Nos EUA, documentos oficiais só começaram a ser exigidos em voos domésticos após o 11 de setembro, e os aeroportos começaram a restringir o acesso a áreas operacionais e de embarque.

Além da identificação, os dados do passageiro são usados para uma avaliação de risco. Segundo a revista Fortune, a TSA passou a utilizar cada vez mais listas de observação, verificações de antecedentes e outras informações para identificar passageiros que poderiam ser submetidos a controles adicionais.

A medida é alvo de polêmica até hoje, e levantou um debate sobre os limites do Estado sobre o controle de passageiros em nome da segurança. Os critérios são questionados por organizações civis que consideram o processo pouco transparente, e alertam para o risco de listas imprecisas, e abordagens discriminatórias por raça, religião e outros aspectos.

Sapatos, líquidos e scanners

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Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Novas exigências surgiram apenas três meses após os atentados, quando em dezembro de 2001, Richard Reid tentou detonar explosivos escondidos em seus sapatos durante um voo entre Paris e Miami. A bomba não foi detonada e o homem foi dominado pela tripulação e passageiros. O caso levou autoridades americanas a recomendarem que as pessoas tirassem os sapatos durante a inspeção nos aeroportos. Atualmente, a prática é obrigatória.

Os líquidos também são proibidos em bagagens de mão. Isso porque, em 2006, autoridades britânicas desarticularam um plano de detonar explosivos líquidos em um voo. Desde então, a TSA proibiu líquidos, géis e aerossóis na área de embarque. A regra, depois, mudou para um limite de 100ml por recipiente, que deve caber em uma embalagem transparente.

Com o avanço da tecnologia, algumas dessas medidas foram flexibilizadas. Nos EUA, a retirada dos sapatos obrigatória foi encerrada em 2025. Equipamentos atuais também permitem eletrônicos na bagagem dos passageiros durante a inspeção.

Fonte: Portal Terra

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