O Banco Central informou nesta terça-feira (8/9) o montante total “esquecido” em instituições financeiras soma cerca de R$ 5,6 bilhões, conforme dados de julho.Houve um aumento no dinheiro disponível para resgate. Os dados divulgados em agosto, referentes a junho somavam R$ 5,1 bilhões.Segundo a autoridade monetária, R$ 4,24 bilhões estão disponíveis para 23,6 milhões de clientes, enquanto R$ 1,4 bilhão pode ser retirado por 2,2 milhões de empresas.Como consultar o dinheiro esquecidoAcesse o site do Sistema de Valores a Receber (SRV) no período de saque informado na primeira consulta. Caso tenha esquecido as datas, é possível voltar ao sistema na repescagem.Faça login na conta gov.br (nível prata ou ouro). Caso não tenha conta em alguns dos dois níveis, adiante o cadastro ou aumente o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br.Leia e aceite o termo de responsabilidade.Verifique o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber.Escolha a opção, entre as indicadas pelo sistema: “Solicitar por aqui”, para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis; ou “Solicitar via instituição”, voltado para usuários que não têm Pix.Até julho, o BC informou que foram devolvidos R$ 16,1 bilhões em recursos que estavam esquecidos em bancos. Dos valores devolvidos, R$ 11,9 bilhões foram destinados a pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões, para pessoas jurídicas.A maior parte dos valores é de até R$ 10 (69,45%), e a menor parte, de valores acima de R$ 1 mil (2,22%).Além disso, os bancos são os maiores detentores dos valores esquecidos, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamentos.Segundo o BC, desde 27 de maio de 2025 é possível habilitar uma solicitação automática de resgate dos valores a receber.A adesão ao novo serviço é facultativa, e todas as demais funcionalidades do sistema permanecem iguais.Novo DesenrolaO programa Novo Desenrola Brasil, lançado no último dia 4 de maio, com o objetivo de reduzir o endividamento recorde da população, utilizou parte dos recursos financeiros não resgatados, o popular “dinheiro esquecido” nos bancos, para bancar a garantia do refinanciamento de dívidas.Anteriormente, o Ministério da Fazenda havia informado que não havia prazo para os clientes retirarem os recursos das instituições financeiras. No entanto, com o lançamento do Desenrola 2.0, isto mudou.O uso do “dinheiro esquecido” para garantir o desconto nas dívidas ocorre com a transferência de parte deste valor para o Fundo Garantidor de Operações.O governo federal estabeleceu, por meio de portaria, que o saldo do “dinheiro esquecido”, informado pelas instituições financeiras ao Banco Central até 31 de dezembro de 2024, seria transferido ao FGO. Leia também BrasilDinheiro esquecido por brasileiros em bancos cai para R$ 5,1 bilhões BrasilDinheiro esquecido por brasileiros em bancos cai para R$ 6,2 bilhões BrasilDinheiro esquecido PIS/Pasep: Caixa faz novo pagamento nesta quinta BrasilDinheiro esquecido soma R$ 10,3 bilhões nos bancos; veja como resgatar A portaria, no entanto, ressalvou que 10% do montante serão reservados para atender a eventuais demandas de devolução de valores.O Ministério da Fazenda informou, no último dia 27 de maio, que as instituições financeiras já haviam transferido R$ 5,7 bilhões em recursos não resgatados por clientes ao Fundo Garantidor de Operações.








