A defesa do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, o Dr. Furlan (PSD), candidato ao governo do Amapá, afirma que o pedido para barrar sua candidatura se baseia em um registro fraudado. O Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a decisão do TRE-AP (Tribunal Regional Eleitoral do Amapá), que aprovou por unanimidade o registro de Furlan em agosto.Na quinta-feira (24), o relator do caso no TSE, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento da candidatura. Para ele, Furlan renunciou à prefeitura não só para disputar o governo, mas também para escapar de um processo que poderia levar à cassação do mandato. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça.Segundo pesquisas de intenção de voto, Furlan lidera a disputa no estado.O ponto central é a data em que chegou à Câmara Municipal de Macapá a representação que pedia a cassação do então prefeito. O carimbo indica que o documento foi recebido em 4 de março, às 12h15. A renúncia de Furlan foi protocolada no dia seguinte, às 8h10.Segundo a advogada Amanda Figueiredo, a data da representação foi retroagida para parecer anterior à renúncia.“O protocolo da Câmara, senhor relator, senhores ministros, é falso”, afirmou Figueiredo na sustentação oral no TSE. O protocolo físico é fraudulento e isso está comprovado por vários relatórios. A defesa se apoia em dois documentos técnicos pedidos pelo Ministério Público do Amapá. O primeiro, da ASSEINTI (Assessoria Especial de Investigação em Tecnologia da Informação), órgão do próprio MP, mostra que a representação só foi digitalizada e inserida no sistema da Câmara em 11 de março, sete dias após a data do carimbo. A renúncia, por exemplo, foi digitalizada 12 minutos depois de chegar. O relatório classifica a sequência de datas como “anômala”, mas ressalva que não é possível atestar a veracidade da data escrita à mão.O segundo é um laudo da Polícia Científica do Amapá sobre os livros de protocolo apreendidos na Câmara. As peritas compararam as páginas de 4 e 5 de março com uma foto do mesmo livro tirada na manhã da renúncia. Concluíram que há registros que “aparentam ter sido inseridos em espaços anteriormente em branco” e que era “materialmente possível” incluir anotações depois. O laudo também encontrou corretivo líquido em registros do período, mas não conseguiu identificar o que estava escrito sob as rasuras.Com base nessas provas, o MP estadual denunciou três pessoas: duas servidoras da Câmara e a autora da representação. Elas respondem por falsidade ideológica, falsidade material, inserção de dados falsos em sistema público e associação criminosa. O processo corre na 2ª Vara Criminal de Macapá e ainda não foi julgado. A Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá argumenta que a foto usada como referência pelas peritas foi feita no celular da então advogada de Furlan e nunca passou por perícia de autenticidade. Também afirma que, enquanto nenhuma decisão judicial declarar o protocolo falso, vale a fé pública do registro feito pelo servidor.O TRE-AP chegou a reconhecer que a representação só foi cadastrada no sistema depois da renúncia, mas considerou a disputa sobre as datas secundária. O tribunal aprovou a candidatura com outro fundamento: a renúncia foi feita para Furlan disputar o governo, hipótese em que a lei afasta a inelegibilidade.Pelo Regimento Interno do TSE, Mendonça tem 30 dias para devolver o processo, prorrogáveis uma vez por igual período. Se ele usar o prazo inicial inteiro, a decisão só sai depois do primeiro turno, em 4 de outubro. Até lá, vale a decisão do TRE-AP, e Furlan pode fazer campanha e aparecer na urna. Se o registro for negado em definitivo depois de uma eventual vitória, a lei prevê nova eleição para o governo do estado.A RECORD apurou que o julgamento no TSE deve ser retomado na próxima terça-feira, dia 29 de setembro.🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Defesa de Dr. Furlan diz que protocolo usado para barrar sua candidatura no TSE foi fraudado
Defesa de Dr. Furlan diz que protocolo usado para barrar sua candidatura no TSE foi fraudado · Imagem: Source: noticias.r7.com
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Defesa de Dr. Furlan diz que pedido para barrar sua candidatura se baseia em um registro fraudado Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá
Defesa de Dr. Furlan diz que pedido para barrar sua candidatura se baseia em um registro fraudado Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá · Imagem: Defesa de Dr. Furlan diz que pedido para barrar sua candidatura se baseia em um registro fraudado Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá
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