A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP) afirmou que planeja criar bairros às margens das novas linhas do Metrô-DF, nesta terça-feira (15/9). De acordo com progressista, há viabilidade para erguer mais de 32 mil unidades familiares na extensão da Linha 2, que fará a conexão com o Gama (DF), passando pela Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Recanto das Emas e Santa Maria.“Hoje uma forma de financiar, que já existe em São Paulo e outros locais, e tem legislação para isso, são pagando a construção do Metrô com essas áreas ao longo da linha. É uma possibilidade, uma modelagem econômica. E a gente trabalha com essa possibilidade para a licitação linha 2 do Metrô”, contou. “Tem uma área da União em que só nesse trecho daria mais 32 mil unidades familiares”, completou.A declaração de Celina ocorreu durante as sabatinas em que ela participou nesta manhã no Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF) e na TV Globo.Durante o evento do Sinduscon, Celina também falou sobre o estudo de viabilidade técnica para construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto Internacional de Brasília e a área central de Brasília.Segundo ela, o GDF pretende consultar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o modelo de energização dos vagões. Se o sistema adotado for subterrâneo custará R$ 800 milhões a mais. Mas se for sobre a superfície existe o debate de que a estrutura possa ferir o o tombamento.Celina também descartou qualquer tipo de aumento de impostos, a exemplo Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).“Não acredito na lógica de aumentar impostos. Quando você reduz imposto e aumenta a base contributiva, combatendo a sonegação, você tem um resultado melhor do que ir contra o consumidor”, explicou.Temporários na SaúdeNa TV Globo, Celina falou sobre Saúde pública, quando destacou que prefere a contratação de servidores concursados em vez de contratos temporários. Entretanto, explicou que o governo precisa fazer contratos temporários enquanto não for concluída a reformulação das carreiras da saúde com melhores salários e condições de trabalho.“A Saúde não espera. Um concurso que eu poderia colocar na praça para ele ser efetivado. O concurso temporário é mais rápido”, justificou.Celina acrescentou que o planejamento do governo é de lançamento de concursos para servidores efetivos em todas as áreas.Na reformulação das carreiras da saúde, Celina quer remunerar melhor conforme a produtividade do profissional. “Aquele que produzir mais tem um percentual melhor. E depois de 10 anos pode incorporar isso a sua aposentadoria”, detalhou.A progressista ressaltou que está enfrentando o problema das filas contratando consultas e cirurgias na iniciativa privada. Segundo Celina, o governo lançou obras para a construção de hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs), junto com ações de reforma e manutenção da rede instalada.








