O Conselho de Justificação Militar marcou para esta quarta-feira (30/9) a retomada do julgamento que decide se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, será demitido da Polícia Militar (PM). O réu está preso por ter matado a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos.8 imagensFechar modal.1 de 8Gisele Alves Santana tinha 32 anosInstagram/Reprodução2 de 8Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São PauloInstagram/Reprodução3 de 8Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anosInstagram/Reprodução4 de 8Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeitaInstagram/Reprodução5 de 8Gisele Alves Santana tinha 32 anosInstagram/Reprodução6 de 8Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada mortaInstagram/Reprodução7 de 8Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no BrásInstagram/Reprodução8 de 8Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiaresInstagram/ReproduçãoSegundo a intimação publicada no Diário Oficial, o julgamento começará às 11h e o tenente-coronel deve participar de forma virtual, por meio de uma videochamada. Ao Metrópoles, a defesa de Geraldo Neto afirmou que vai acompanhar o ato processual com serenidade e confirmou que o tenente-coronel não será interrogado hoje. Com isso, uma nova data deve ser marcada posteriormente.O advogado de Geraldo Neto, Eugênio Malavasi, disse que a sessão de hoje trata-se de mais um ato da instrução processual do Conselho de Justificação. O julgamento acontece desde maio deste ano.Relembre o casoGisele foi socorrida gravemente ferida, com um disparo de arma de fogo na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, na região central de São Paulo, e não resistiu.Geraldo alega que a mulher cometeu suicídio após ele anunciar que queria encerrar a relação, mas a perícia apontou a impossibilidade da tese. Os dois estavam sozinhos no imóvel.O tenente-coronel foi preso em 18 de março, e segue detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, sob suspeita de feminicídio.O militar foi pronunciado pelo crime e será submetido ao Tribunal do Júri. A audiência ainda não tem data marcada. Ele também responde a um processo administrativo no Conselho de Justificação da Polícia Militar que pode resultar na perda de sua patente.Entenda Conselho que pode demitir tenente-coronelEm 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronelO Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos do que o tenente-coronel para avaliar a conduta dele. A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se, por exemplo, o TJM referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia também São PauloCaso Gisele: Conselho que pode demitir tenente-coronel tem acesso a provas São PauloPM Gisele: STJ mantém prisão de tenente-coronel por risco de interferência Alfredo HenriqueCaso Gisele: PM puniu coronel preso por mentir em apuração disciplinar São PauloCaso soldado Gisele: juíza vê risco ao processo e mantém coronel preso Após ser preso, Geraldo foi transferido para a reserva da corporação a pedido. A transferência foi publicada no Diário Oficial em 2 de abril. O militar tem 30 anos de carreira e passou a ter o direito de se aposentar por tempo de serviço, em 2016.A aposentadoria, no entanto, não impede que o militar seja demitido da corporação e perca a patente de tenente-coronel – o segundo posto mais alto na hierarquia da PM.“A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em nota ao Metrópoles.

Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela. Tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos - Metrópoles
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela. Tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos - Metrópoles · Imagem: Reprodução/TJM
Caso Gisele: julgamento que pode demitir tenente-coronel da PM é retomado - destaque galeria
Caso Gisele: julgamento que pode demitir tenente-coronel da PM é retomado - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo · Imagem: Source: www.metropoles.com
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos · Imagem: Source: www.metropoles.com
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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