O café brasileiro acaba de ganhar uma nova categoria de especialistas. A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) formou a primeira geração de RC-Tasters (Roasted Coffee Tasters) do país. São 33 profissionais, de diferentes regiões, capacitados para avaliar cafés torrados a partir de critérios técnicos e padronizados, considerando também a percepção do consumidor brasileiro.“Como parte desse processo de consolidação da metodologia, buscamos formar profissionais focados em identificar o que há nas xícaras, garantindo a experiência entregue ao consumidor”, disse Pavel Cardoso, presidente da ABIC.Segundo ele, o próximo passo será buscar o reconhecimento internacional do protocolo brasileiro. “O próximo passo é o reconhecimento internacional dessa norma, com o protocolo sendo registrado em nível global, para que essa inteligência do Brasil seja reconhecida no mundo. Já iniciamos as tratativas”, disse Cardoso.O curso tem como base a ciência da análise sensorial e aborda temas como fisiologia dos sentidos, psicofísica, percepção de diferenças, escalas de intensidade, controle de vieses e desenvolvimento de memória sensorial.Na prática, os profissionais poderão atuar em diferentes etapas da cadeia, desde o controle de qualidade em torrefações, armazéns e supermercados até a análise de lotes, desenvolvimento de blends, avaliação de produtos no varejo, consultoria e elaboração de pareceres técnicos.A criação dessa especialização ocorre em um mercado que reúne mais de 1.000 indústrias de café torrado no Brasil e movimentou R$ 46,24 bilhões em 2025.“O curso é inédito no Brasil e, ao realizar esse investimento, a ABIC contribui para preencher uma lacuna do mercado. Preparamos especialistas para avaliar o café de forma técnica, padronizada e alinhada à percepção do consumidor brasileiro”, afirmou Aline Marotti, coordenadora de Certificações e Qualidade da ABIC.Para Camila Arcanjo, coordenadora do curso, a formação também representa um avanço para a profissionalização da cadeia. “Buscamos a excelência dos cafés e dos profissionais e precisamos trabalhar por toda a cadeia”, afirma.José Victor Santos, da JVS Indústria e Comércio, de Barra do Choça, na região do Planalto da Conquista, na Bahia, é um dos profissionais certificados e destaco a responsabilidade de avaliar um produto que já está disponível ao consumidor.“É uma responsabilidade enorme avaliar os cafés que estão nas prateleiras. Precisamos seguir os protocolos com o objetivo de manter um bom nível dos cafés nas gôndolas”, disse Santos.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








