A AGU (Advocacia-Geral da União) quer levar a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para julgamento do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), mesmo após a determinação do ministro Flávio Dino nesta quarta-feira (9) que devolve o cargo de chefia. Nessa terça (8), a AGU pediu a suspensão da decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, além de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.Nos bastidores, a análise é que a AGU manterá o recurso enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário defina os limites do afastamento da cúpula da PF, e ainda não considera o problema institucional encerrado. No entendimento do advogado-geral da União, Jorge Messias, a ação apresentada por Andrei foi uma iniciativa “pessoal” e não substitui a atuação institucional da AGU, que seguirá na linha de defender institucionalmente a PF e a Presidência da República. Segundo a Advocacia-Geral da União, a decisão de Mendonça representa uma violação direta da competência privativa da Presidência.Em sua decisão, o ministro André Mendonça justificou o afastamento de Andrei Rodrigues “pela superlativa gravidade e ilicitude na produção de ‘relatórios de inteligência’ pela Polícia Federal”. De acordo com Mendonça, ele próprio foi monitorado pela inteligência da Polícia Federal por mais de 30 dias, assim como o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro afirma que relatórios produzidos entre 3 e 31 de agosto mostram que ambos foram alvo de um acompanhamento sistemático e de uma “coleta dirigida” de informações.Ainda na terça-feira (8), a Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter a decisão do ministro.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









